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quarta-feira, 28 de abril de 2010

O difícil acesso aos livros

O texto “Os livros da Idade Média”, escrito por Jacques Verger coloca em questão a maior problemática do séc. XV, no que diz respeito ao acesso aos livros: o seu alto custo. Aponta três principais características desta abordagem: a confecção dos livros, através de manuscritos, realizadas por copistas; as bibliotecas do período medieval, modestas e de poucos conteúdos; e a reprodução dos volumes, a qual teve um pequeno progresso cultural a partir do segundo terço do séc. XV com o advento da tipografia, porém este progresso se deu de forma lenta e ainda muito restrita aos homens do saber.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cosntrução


Construir uma história exatamente no ato da escrita, sem saber qual o rumo que irá ser tomado, sem prever, e ainda por cima sem conseguir mudar a direção natural da vida dessa história, como se a mesma tivesse ganhado vida própria, onde tudo parece conspirar para um caminho tristemente previsível, foi sem dúvida o que mais me aguçou ao conhecer a peleja e o anseio de um autor na constituição de sua história, e me fez compreender a respeito da luta existente no processo de criação, assim fez Clarisse Lispector na sua obra "A Hora da Estrela", retratando o sentimento mais profundo de um autor durante a construção de um livro em que ele mesmo não sabia o final, a cada parágrafo a história ia se formando num processo de batalha. E conversando consigo mesmo, colocando em questão seus transtornos interiores, e muitas vezes se comparando com a vida infeliz de sua protagonista, o autor vai desafiando a si mesmo num montante de dúvidas e incertezas sobre o rumo e desfecho da vida de sua personagem e passo a passo vai tornando-a cada vez mais viva e real.
Clarisse com sua obra tira as cortinas dos bastidores colocando o leitor ao lado do escritor num processo mútuo, onde a história vai sendo construída a cada instante, a medida que o leitor vai se aproximando do final.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Escrever é diluviar nossa interioridade.

Ao ler “Mergulho num lago gelado” de Susan Sontag, senti a mesma sensação de ler alguns trechos do livro “Como escrevo?” de José Domingos de Brito, porém o primeiro mais aprimorado e detalhista.
Realmente gosto de ler como autores pensam o ato da leitura e da escrita, pois ao verificar isto, percebo que nós simples leitores e meramente escritores, (apenas quando se faz necessário), não somos de total forma um desdenhado da literatura, saber como grandes escritores escrevem nos coloca praticamente no mesmo patamar deles, motivo: para esses autores não é apenas sentar e escrever, deixando que a mente automaticamente escorregue a tinteira sobre o papel originando luminosos textos, ao avesso, escrever é uma auto-exigência de suportar o processo de idealização e construção, o qual gera até mesmo uma luta interior. Para cada escritor a escrita se dá de forma diferente, e comparando um com outro, vemos que o processo é contraditório, pois não há formula mágica, nem existe uma ciência da escrita, a qual esclarece como se dá esse proceder, concluo que se dê apenas por uma mistura e um dilúvio das experiências e interioridades de cada um.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Leio descalço


Já sei, já disse que sei a importância de toda leitura.
Posso ter minha preferência.
Devo ter minha precedência.
A brasileira é minha casa, minha literatura.

Não posso negar das simples palavras sua leveza.
Nem do humilde escrever tamanha sutileza.

Vem ao meu encontro como parte do que é meu.
Texto singelo, sou por inteira eu.

Não há como fugir da minha raiz e cultura.
Da minha brasileiridade em forma de escultura.

Leio descalço, desnudo de mim.
Na rede da varanda não preciso do fim.

Não se faz esforço, entrosamento, procura.
É assim, basta à leitura sua própria leitura.