SEJA BEM VINDO!!!
Sinta-se à vontade para refletir sobre o rico meio de se comunicar.
domingo, 23 de maio de 2010
Para refletir!
O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Resumo - Os leitores silenciosos
Alberto Manguel apresenta em seu texto “Os Leitores Silenciosos”, a passagem da leitura oral para a leitura silenciosa que se deu entre os sécs. IV ao XII. Coloca como referência deste processo Santo Agostinho, e como adepto da leitura silenciosa o Bispo Ambrósio. Apresenta costumes, valores morais e religiosos que conduziam a sociedade à leitura oral como única naquele período. E relata que através do advento da leitura silenciosa, o formato e a maneira de escrever um texto começou a se adaptar, adequando cada vez mais com o formato de texto que conhecemos hoje. Embora a abertura para essas mudanças tenha sido benquista, houve uma renuncia do clero, no começo do séc. XII, julgando hereges os homens que praticavam a leitura silenciosa, condenando muitos a pena de morte.
Antes do séc. X a leitura era realizada apenas em voz alta, as palavras escritas eram feitas para serem pronunciadas oralmente, as palavras eram signos de sons, para os leitores da época, ler era o mesmo que conversar com o autor do texto, quando este estava ausente. Acreditavam que as palavras faladas eram a alma do texto, e que, em quanto o escrito permanecia no papel o pronunciado era capaz de voar e ter vida. O leitor tinha por obrigação emprestar a voz às letras silenciosas e transformá-las em palavras vivas.
A leitura oral, também era considerada sagrada, e nada do divino poderia se perder na leitura. A própria leitura era um ato sagrado, e vinha acompanhada de rituais e muita fé.
A leitura em voz alta estava presente dentro das bibliotecas, todos que a freqüentava eram acostumados a ler com barulho, não há registros de queixas, talvez não escutassem o alarido, talvez não soubessem que era possível ler de outra maneira.
Dentro deste contexto, em 383, estava Santo Agostinho, conhecido apenas como professor de retórica latina, este chegou em Milão com o intento de lecionar, lá reencontrou um antigo amigo de sua mãe, o bispo da cidade, Ambrósio, e foi a partir deste contato que as indagações sobre a leitura começou a fazer parte de sua rotina.
Ambrósio era um orador extremamente popular, no entanto seu maior prazer era ficar sozinho lendo em voz baixa, jamais lia em voz alta. Para Agostinho, ler era uma forma de pensar e falar, e era uma habilidade oral: oratória, e pregação, não concebia a idéia da leitura silenciosa.
As leituras eram públicas e os textos medievais necessitavam de ouvidos, ou seja, público. Por esse motivo, os textos obedeciam a um formato adequado para o tipo de leitura, as letras não eram separadas, mas sim amarradas em frases contínuas, por isso tinham formatos de carretéis de letra. Este tipo de escrita, em rolos, também não separavam minúsculas de maiúsculas e nem utilizavam pontuação, eram textos direcionados a quem sabia lê-los, a quem já era acostumado a ler em voz alta, desembaralhando as palavras antes de pronunciá-las. Os textos tinham a necessidade de serem ensaiados antes de serem lidos ao público, pois poderiam espalhar diversas interpretações.
Com intuito de auxiliar os leitores não muito habituados o texto começou a ganhar novos formatos e pontuações, primeiro com o surgimento do códice, (papiro encadernado e manuscrito em escrita contínua) adotado pelos cristãos primitivos, depois a separação das palavras, dividindo o texto em linhas de significado.
Foram através dessas primeiras modificações que surgiu o incentivo à leitura silenciosa, e causou uma série de modificações dentro do scriptoriums, nas bibliotecas e nos leitores habituais, assim como em Agostinho, o qual viveu uma passagem da leitura em voz alta para leitura silenciosa, percebendo há existência de uma melhor assimilação quando a leitura bíblica era realizada em silêncio.
Após o séc. VII, surgiu uma maior combinação de pontuação, e no séc. IX os escribas já estavam habituados com o novo modelo de escrita, introduzindo mais modificações para simplificar a leitura do texto. A partir de então, tais mudanças não cessaram, aproximando cada vez mais o texto medieval do modelo que utilizamos atualmente.
A leitura silenciosa, por sua vez, veio trazer uma melhor compreensão à medida que seu leitor pôde através dela: refletir mais sobre o assunto lido; ler de acordo com seu tempo; realizar comparações com outros livros guardados em sua memória; e carregar o livro como objeto íntimo e pessoal.
Com o passar dos sécs, através da leitura silenciosa alguns dogmatistas perceberam uma série de heresias se formando ao redor do livro sagrado. No séc. XII, a igreja instituiu a pena de morte, condenando muitos hereges a fogueira, por considerá-los leitores independentes perigosos. A leitura silenciosa e oral começou a ser alvo de discussões e de perseguições dentro das igrejas, uns diziam que a leitura da palavra de Deus deveria ser realizada por si mesmas; enquanto outros diziam que o livro no qual a igreja havia sido fundada deveria permanecer um mistério.
Antes do séc. X a leitura era realizada apenas em voz alta, as palavras escritas eram feitas para serem pronunciadas oralmente, as palavras eram signos de sons, para os leitores da época, ler era o mesmo que conversar com o autor do texto, quando este estava ausente. Acreditavam que as palavras faladas eram a alma do texto, e que, em quanto o escrito permanecia no papel o pronunciado era capaz de voar e ter vida. O leitor tinha por obrigação emprestar a voz às letras silenciosas e transformá-las em palavras vivas.
A leitura oral, também era considerada sagrada, e nada do divino poderia se perder na leitura. A própria leitura era um ato sagrado, e vinha acompanhada de rituais e muita fé.
A leitura em voz alta estava presente dentro das bibliotecas, todos que a freqüentava eram acostumados a ler com barulho, não há registros de queixas, talvez não escutassem o alarido, talvez não soubessem que era possível ler de outra maneira.
Dentro deste contexto, em 383, estava Santo Agostinho, conhecido apenas como professor de retórica latina, este chegou em Milão com o intento de lecionar, lá reencontrou um antigo amigo de sua mãe, o bispo da cidade, Ambrósio, e foi a partir deste contato que as indagações sobre a leitura começou a fazer parte de sua rotina.
Ambrósio era um orador extremamente popular, no entanto seu maior prazer era ficar sozinho lendo em voz baixa, jamais lia em voz alta. Para Agostinho, ler era uma forma de pensar e falar, e era uma habilidade oral: oratória, e pregação, não concebia a idéia da leitura silenciosa.
As leituras eram públicas e os textos medievais necessitavam de ouvidos, ou seja, público. Por esse motivo, os textos obedeciam a um formato adequado para o tipo de leitura, as letras não eram separadas, mas sim amarradas em frases contínuas, por isso tinham formatos de carretéis de letra. Este tipo de escrita, em rolos, também não separavam minúsculas de maiúsculas e nem utilizavam pontuação, eram textos direcionados a quem sabia lê-los, a quem já era acostumado a ler em voz alta, desembaralhando as palavras antes de pronunciá-las. Os textos tinham a necessidade de serem ensaiados antes de serem lidos ao público, pois poderiam espalhar diversas interpretações.
Com intuito de auxiliar os leitores não muito habituados o texto começou a ganhar novos formatos e pontuações, primeiro com o surgimento do códice, (papiro encadernado e manuscrito em escrita contínua) adotado pelos cristãos primitivos, depois a separação das palavras, dividindo o texto em linhas de significado.
Foram através dessas primeiras modificações que surgiu o incentivo à leitura silenciosa, e causou uma série de modificações dentro do scriptoriums, nas bibliotecas e nos leitores habituais, assim como em Agostinho, o qual viveu uma passagem da leitura em voz alta para leitura silenciosa, percebendo há existência de uma melhor assimilação quando a leitura bíblica era realizada em silêncio.
Após o séc. VII, surgiu uma maior combinação de pontuação, e no séc. IX os escribas já estavam habituados com o novo modelo de escrita, introduzindo mais modificações para simplificar a leitura do texto. A partir de então, tais mudanças não cessaram, aproximando cada vez mais o texto medieval do modelo que utilizamos atualmente.
A leitura silenciosa, por sua vez, veio trazer uma melhor compreensão à medida que seu leitor pôde através dela: refletir mais sobre o assunto lido; ler de acordo com seu tempo; realizar comparações com outros livros guardados em sua memória; e carregar o livro como objeto íntimo e pessoal.
Com o passar dos sécs, através da leitura silenciosa alguns dogmatistas perceberam uma série de heresias se formando ao redor do livro sagrado. No séc. XII, a igreja instituiu a pena de morte, condenando muitos hereges a fogueira, por considerá-los leitores independentes perigosos. A leitura silenciosa e oral começou a ser alvo de discussões e de perseguições dentro das igrejas, uns diziam que a leitura da palavra de Deus deveria ser realizada por si mesmas; enquanto outros diziam que o livro no qual a igreja havia sido fundada deveria permanecer um mistério.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Educação contemporânea
Educação, tema abordado e discutido desde os primórdios até os dias atuais. Palavra presente tanto no cotidiano, quanto nos trabalhos acadêmicos, ouvida na boca de leigos a profissionais. Mas, como a educação é encarada no mundo contemporâneo?
Para essa reflexão, voltaremos nossos olhares para a historia. Há uma visão contemplada há séculos, sobre a relação da educação humana com a ética, compreendendo a existência de um ser, que nasce com a incumbência de apropriar-se de leis e regras, concebidas antes mesmo dele nascer.
Segundo Platão o homem nasce na escuridão, na ignorância, e ao longo de suas experiências e maturação da alma, vai inclinando-se a luminosidade, a sabedoria.Platão enxergava o homem nato incompleto, o qual necessitava sair da escuridão para dirigir-se a luz, a fim de buscar uma formação de homem ético.
Na visão de Aristóteles também se nota uma educação preocupada com a ética e com a moral, “(...) deve-se transmitir aos jovens, então, apenas os conhecimentos úteis que não tornam vulgares as pessoas que os adquirem (...)” (Aristóteles, Política, p. 269)
Na Idade Moderna, Rousseau apresenta uma infância afastada da sociedade cívica, que a cerca, a fim de formar uma nova moral longe da maldade humana.
Para além do Iluminismo, está Marx, que tem a intenção de aperfeiçoar um homem de caráter e boas instruções, prega o trabalho desde a infância, com o intento de dignificar o homem.
Estas visões citadas a cima, percorreram séculos e embasaram o nosso conhecimento de educação e sociedade que absorvemos até os dias de hoje. Porém, com o advento da Escola Nova, séc. XX, a concepção de educação até então idealizada, começa a mudar, e entra em cena um olhar inovador que traz a idéia de construção do homem a partir dele mesmo em contato com seu entorno. Estes, novos, educadores deixam em segundo plano as questões morais e se atentam ao desenvolvimento das características mentais da formação humana, apontadas por J. Piaget.
A partir de então, uma nova idéia da formação do homem passa a ser discutida. De acordo com Montessori, o ser humano nasce com potencialidades que precisam ser desenvolvidas conforme seu ambiente, sem receber, durante esse desenvolvimento, interferência alguma de um adulto; também concebe a formação do ser humano maduro como incompleta, ou seja, em constante transformação, e aprendizado.
A educação de hoje é a de aproximar as crianças delas mesmas, e não o contrário, demonstrando a elas a importância de suas próprias experiências, o contato desta com o externo e interno, permitindo e incentivando suas descobertas. Hoje, pretende-se educar a criança para que na sua fase adulta contemple: construção da sabedoria, sem imposição; constante aprendizagem; e capacitação para relacionar-se de forma saudável com o seu meio.
A criança não é mais um ser em posição inferior ao adulto, mas atuante no seu desenvolvimento, dentro de uma relação horizontal com quem a educa, gozando do aprender e do ensinar.
Para essa reflexão, voltaremos nossos olhares para a historia. Há uma visão contemplada há séculos, sobre a relação da educação humana com a ética, compreendendo a existência de um ser, que nasce com a incumbência de apropriar-se de leis e regras, concebidas antes mesmo dele nascer.
Segundo Platão o homem nasce na escuridão, na ignorância, e ao longo de suas experiências e maturação da alma, vai inclinando-se a luminosidade, a sabedoria.Platão enxergava o homem nato incompleto, o qual necessitava sair da escuridão para dirigir-se a luz, a fim de buscar uma formação de homem ético.
Na visão de Aristóteles também se nota uma educação preocupada com a ética e com a moral, “(...) deve-se transmitir aos jovens, então, apenas os conhecimentos úteis que não tornam vulgares as pessoas que os adquirem (...)” (Aristóteles, Política, p. 269)
Na Idade Moderna, Rousseau apresenta uma infância afastada da sociedade cívica, que a cerca, a fim de formar uma nova moral longe da maldade humana.
Para além do Iluminismo, está Marx, que tem a intenção de aperfeiçoar um homem de caráter e boas instruções, prega o trabalho desde a infância, com o intento de dignificar o homem.
Estas visões citadas a cima, percorreram séculos e embasaram o nosso conhecimento de educação e sociedade que absorvemos até os dias de hoje. Porém, com o advento da Escola Nova, séc. XX, a concepção de educação até então idealizada, começa a mudar, e entra em cena um olhar inovador que traz a idéia de construção do homem a partir dele mesmo em contato com seu entorno. Estes, novos, educadores deixam em segundo plano as questões morais e se atentam ao desenvolvimento das características mentais da formação humana, apontadas por J. Piaget.
A partir de então, uma nova idéia da formação do homem passa a ser discutida. De acordo com Montessori, o ser humano nasce com potencialidades que precisam ser desenvolvidas conforme seu ambiente, sem receber, durante esse desenvolvimento, interferência alguma de um adulto; também concebe a formação do ser humano maduro como incompleta, ou seja, em constante transformação, e aprendizado.
A educação de hoje é a de aproximar as crianças delas mesmas, e não o contrário, demonstrando a elas a importância de suas próprias experiências, o contato desta com o externo e interno, permitindo e incentivando suas descobertas. Hoje, pretende-se educar a criança para que na sua fase adulta contemple: construção da sabedoria, sem imposição; constante aprendizagem; e capacitação para relacionar-se de forma saudável com o seu meio.
A criança não é mais um ser em posição inferior ao adulto, mas atuante no seu desenvolvimento, dentro de uma relação horizontal com quem a educa, gozando do aprender e do ensinar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O livro medieval
O texto “Os livros da Idade Média”, escrito por Jacques Verger fala sobre o acesso aos livros entre os séculos XIV e XV , coloca em questão dois obstáculos, um de ordem social e outro de ordem financeira, os quais desencadearam o difícil acesso ao livro .
O obstáculo de ordem financeira diz respeito ao alto custo dos livros, por conta de sua reprodução em baixa escala, os quais eram pergaminhos manuscritos por escribas (verdadeiros artesãos e copistas raros das grandes cidades), o custo foi-se tornar um pouco mais baixo no séc. XIV com a difusão do papel chiffon, mas ainda assim muito dispendioso.
O obstáculo de ordem social trata do acesso às bibliotecas, restrito apenas aos homens do saber. As bibliotecas do séc. XIV e XV eram precárias e modestas, continham poucos livros, e de insuficientes títulos, estas eram particulares e “públicas”; as particulares pertenciam aos príncipes de sangue ou grandes senhores, e aos estudantes e professores; as “públicas” (mas não de livre acesso) eram as principescas (freqüentadas por familiares de soberanos), as catedrais (freqüentada por senhores do clero) e universitárias (freqüentadas por estudantes e homens do saber), sendo assim o acesso dos cidadãos comuns aos livros continuava dificultoso.
Esses obstáculos de acesso ao livro, levaram a uma busca por um novo tipo de reprodução, foi então o advento da tipografia, no segundo terço do séc. XV, na Itália. A reprodução impressa era realizada em baixa escala, com um material de pouca durabilidade, e oferecia poucos títulos, por isso apresentou uma difusão muito lenta, os homens do saber continuavam a valorizar os livros manuscritos e obtinham uma certa resistência ao novo. No entanto a reprodução impressa no período medieval foi sem dúvida a responsável pelo efetivo progresso cultural e alargamento do público.
O obstáculo de ordem financeira diz respeito ao alto custo dos livros, por conta de sua reprodução em baixa escala, os quais eram pergaminhos manuscritos por escribas (verdadeiros artesãos e copistas raros das grandes cidades), o custo foi-se tornar um pouco mais baixo no séc. XIV com a difusão do papel chiffon, mas ainda assim muito dispendioso.
O obstáculo de ordem social trata do acesso às bibliotecas, restrito apenas aos homens do saber. As bibliotecas do séc. XIV e XV eram precárias e modestas, continham poucos livros, e de insuficientes títulos, estas eram particulares e “públicas”; as particulares pertenciam aos príncipes de sangue ou grandes senhores, e aos estudantes e professores; as “públicas” (mas não de livre acesso) eram as principescas (freqüentadas por familiares de soberanos), as catedrais (freqüentada por senhores do clero) e universitárias (freqüentadas por estudantes e homens do saber), sendo assim o acesso dos cidadãos comuns aos livros continuava dificultoso.
Esses obstáculos de acesso ao livro, levaram a uma busca por um novo tipo de reprodução, foi então o advento da tipografia, no segundo terço do séc. XV, na Itália. A reprodução impressa era realizada em baixa escala, com um material de pouca durabilidade, e oferecia poucos títulos, por isso apresentou uma difusão muito lenta, os homens do saber continuavam a valorizar os livros manuscritos e obtinham uma certa resistência ao novo. No entanto a reprodução impressa no período medieval foi sem dúvida a responsável pelo efetivo progresso cultural e alargamento do público.
Assinar:
Comentários (Atom)
