O texto “Os livros da Idade Média”, escrito por Jacques Verger fala sobre o acesso aos livros entre os séculos XIV e XV , coloca em questão dois obstáculos, um de ordem social e outro de ordem financeira, os quais desencadearam o difícil acesso ao livro .
O obstáculo de ordem financeira diz respeito ao alto custo dos livros, por conta de sua reprodução em baixa escala, os quais eram pergaminhos manuscritos por escribas (verdadeiros artesãos e copistas raros das grandes cidades), o custo foi-se tornar um pouco mais baixo no séc. XIV com a difusão do papel chiffon, mas ainda assim muito dispendioso.
O obstáculo de ordem social trata do acesso às bibliotecas, restrito apenas aos homens do saber. As bibliotecas do séc. XIV e XV eram precárias e modestas, continham poucos livros, e de insuficientes títulos, estas eram particulares e “públicas”; as particulares pertenciam aos príncipes de sangue ou grandes senhores, e aos estudantes e professores; as “públicas” (mas não de livre acesso) eram as principescas (freqüentadas por familiares de soberanos), as catedrais (freqüentada por senhores do clero) e universitárias (freqüentadas por estudantes e homens do saber), sendo assim o acesso dos cidadãos comuns aos livros continuava dificultoso.
Esses obstáculos de acesso ao livro, levaram a uma busca por um novo tipo de reprodução, foi então o advento da tipografia, no segundo terço do séc. XV, na Itália. A reprodução impressa era realizada em baixa escala, com um material de pouca durabilidade, e oferecia poucos títulos, por isso apresentou uma difusão muito lenta, os homens do saber continuavam a valorizar os livros manuscritos e obtinham uma certa resistência ao novo. No entanto a reprodução impressa no período medieval foi sem dúvida a responsável pelo efetivo progresso cultural e alargamento do público.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
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